{"id":565,"date":"2012-04-14T02:04:59","date_gmt":"2012-04-14T06:04:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/?p=565"},"modified":"2016-03-06T09:32:47","modified_gmt":"2016-03-06T13:32:47","slug":"arqueologia-da-doenca-macro-e-micro-dimensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/?p=565","title":{"rendered":"ARQUEOLOGIA DA DOEN\u00c7A: MACRO E MICRO-DIMENS\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Prof.Dr.HC Jo\u00e3o Bosco Botelho<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A principal diferen\u00e7a entre a pr\u00e1tica m\u00e9dica oficial (autorizada pelo Estado), a emp\u00edrica (resultante do conhecimento historicamente acumulado) e a divina (estruturada na f\u00e9 de que a mat\u00e9ria, via ou inerte, pode ser modificada pela a\u00e7\u00e3o divina) est\u00e1 assentada no fato de que a Medicina oficial molda o diagn\u00f3stico, o progn\u00f3stico e o tratamento sobre propostas te\u00f3ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Esse conjunto hist\u00f3rico apresenta tr\u00eas momentos (ou cortes epistemol\u00f3gicos, na linguagem de Bachelar):<\/p>\n<ol style=\"text-align: left;\">\n<li>\u00a0A Teoria dos Quatro Humores elaborada pela Escola M\u00e9dica C\u00f3s, da Gr\u00e9cia, h\u00e1 2400 anos. A compreens\u00e3o da morfologia da doen\u00e7a recebeu a dimens\u00e3o do corpo. Nessa \u00e9poca, pela primeira vez, a doen\u00e7a recebeu abordagem fora do dom\u00ednio transcendente da divindade;<\/li>\n<li>No s\u00e9culo 17, quando a doen\u00e7a saiu do corpo para a microestrutura celular, pelos estudos de Marcelo Malpighi (1628\u20111694). Estava iniciado o pensamento microl\u00f3gico. Os hospitais dos pa\u00edses subdesenvolvidos, mesmo realizando transplantes, continuam executando a Medicina de Malpighi;<\/li>\n<li>No s\u00e9culo 19, a gen\u00e9tica do frade agostiniano Gregor Mendel (1822\u20111844), impulsionou a passagem da celular para a mol\u00e9cula e inaugurou a mentalidade molecular. O fruto final dever\u00e1 ser a completa compreens\u00e3o dos genes, n\u00e3o s\u00f3 a simples identifica\u00e7\u00e3o g\u00eanica do projeto Genoma. Apesar da extraordin\u00e1ria import\u00e2ncia, o projeto genoma s\u00f3 mapeou os nossos genes, muito distante da futura compreens\u00e3o de como eles funcionam inter-relacionados com a diversidade dos seres viventes<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mesmo com os avan\u00e7os da melhor compreens\u00e3o da morfologia da doen\u00e7a, na macro e na micro-dimens\u00e3o, obtidos em pouco mais de dois mil anos de hist\u00f3ria, o m\u00e9dico sofre, no cotidiano, incont\u00e1veis d\u00favidas. Sem poder empurrar os limites do sofrimento fora de controle e da morte prematura, notadamente, nos c\u00e2nceres e nas patologias imunomoduladas, mesmo baseados nas publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, repetem os tratamentos que oferecem melhores resultados sem oferecerem respostas satisfat\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essa \u00e9 uma das grandes sagas da intelig\u00eancia humana: continuar empurrando os limites da vida a partir do desvendar da arqueologia da doen\u00e7a!<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como o conhecimento atual j\u00e1 domina parte da estrutura at\u00f4mica, muito al\u00e9m da mol\u00e9cula, \u00e9 claro supor que esse ser\u00e1 o caminho da busca da origem da doen\u00e7a nos pr\u00f3ximos s\u00e9culos (j\u00e1 lastimo que n\u00e3o poderei testemunhar): a busca da cura entre os \u00e1tomos. Sem d\u00favida, representar\u00e1 para a ci\u00eancia o quarto corte no conhecimento da Medicina. \u00c9 poss\u00edvel que teremos muitas respostas que continuam inquietando a Medicina oficial: muitas formas de c\u00e2nceres e doen\u00e7as auto-imunes que continuam ceifando incont\u00e1veis vidas, mesmo usando toda a tecnologia dispon\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por outro lado,\u00a0 existem quest\u00f5es muito importantes n\u00e3o resolvidas que interligam as Medicinas oficial e divina. Existiriam, realmente, pessoas com poderes excepcionais \u2013 dom \u2013 suficientes para curar pessoas, isto \u00e9, mudar a estrutura da mat\u00e9ria viva fora de todas as leis f\u00edsicas que regem o universo?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prof.Dr.HC Jo\u00e3o Bosco Botelho \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A principal diferen\u00e7a entre a pr\u00e1tica m\u00e9dica oficial (autorizada pelo Estado), a emp\u00edrica (resultante do conhecimento historicamente acumulado) e a divina (estruturada na f\u00e9 de que a mat\u00e9ria, via ou inerte, pode ser modificada pela &hellip; <a href=\"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/?p=565\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-565","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historiadamedicina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/565","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=565"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/565\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2146,"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/565\/revisions\/2146"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=565"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=565"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=565"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}