{"id":850,"date":"2013-07-30T00:00:00","date_gmt":"2013-07-30T04:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2016-03-06T09:13:19","modified_gmt":"2016-03-06T13:13:19","slug":"etica-da-clonagem-humana-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/?p=850","title":{"rendered":"\u00c9TICA DA CLONAGEM HUMANA"},"content":{"rendered":"<p>O lado mais nefasto da clonagem humana, no futuro, seria o surgimento de uma esp\u00e9cie macabra de demanda de doadores, que poderia ser composta de pessoas milion\u00e1rias ou patologicamente vaidosas, para desejar um clone de si mesma.<br \/>\nN\u00e3o existe um s\u00f3 argumento \u00e9tico e moral capaz de oferecer sustentabilidade \u00e0 ideia da clonagem humana. Mesmo sob essa perspectiva, partilhada por incont\u00e1veis pessoas no planeta, incluindo not\u00e1veis de muitas universidades que estudam o genoma humano, existem alguns pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia que permitem esse tipo de manipula\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica: Portugal, B\u00e9lgica, Finl\u00e2ndia, Dinamarca, Luxemburgo, Holanda e Su\u00e9cia. Apenas tr\u00eas membros da Uni\u00e3o Europeia assinaram e ratificaram a Conven\u00e7\u00e3o de Oviedo, de 1997, prevendo a interdi\u00e7\u00e3o dos experimentos da clonagem humana: Espanha, Gr\u00e9cia e It\u00e1lia. Portugal assinou a Conven\u00e7\u00e3o mas ainda n\u00e3o a ratificou. Fran\u00e7a, Alemanha e \u00c1ustria n\u00e3o ratificaram nem assinaram o documento, mas possuem leis que impedem as experi\u00eancia de clonagem com seres humano.<br \/>\nEm 2009, a C\u00e2mara dos Deputados, em Bras\u00edlia, votou a Lei de Biosseguran\u00e7a, proibindo qualquer tipo de clonagem. As explica\u00e7\u00f5es para essa atitude t\u00e3o dr\u00e1stica foram baseadas nos seguintes fatos:<br \/>\n&#8211; Os tecidos dos adultos, isto \u00e9, plenamente diferenciados, apresentam c\u00e9lulas-tronco capazes de substituir as obtidas por meio da engenharia gen\u00e9tica;<br \/>\n&#8211; Os fins terap\u00eauticos n\u00e3o justificariam &#8220;a elimina\u00e7\u00e3o de vidas humanas, mesmo embri\u00f5es que se encontrem no est\u00e1gio inicial do desenvolvimento&#8221;;<br \/>\n\tO Papa Pio XII, em 1952, durante o Primeiro Congresso Internacional em Histologia do Sistema Nervosos Central, no discurso intitulado ?Limites morais da pesquisa m\u00e9dica e tratamento?, abordou a mesma tem\u00e1tica da responsabilidade do m\u00e9dico: ?Em primeiro lugar, deve ser assumido que, como pessoa em particular, o m\u00e9dico n\u00e3o poder\u00e1 tomar qualquer medida ou curso de a\u00e7\u00e3o sem o consentimento do paciente?. Essa manifesta\u00e7\u00e3o j\u00e1 refletia os ind\u00edcios para a futura concretiza\u00e7\u00e3o do terno de consentimento livre e esclarecido que, obrigatoriamente, deve ser lido e compreendido pelas pessoas que participar\u00e3o como sujeitos da pesquisa.<br \/>\nEsse conjunto te\u00f3rico fundamentou a bio\u00e9tica como pensamento disciplinador trazendo clonagem como polo de discuss\u00e3o iniciado nos anos 1970, tomou rumo com a publica\u00e7\u00e3o, em 1976, do livro do fil\u00f3sofo Samuel Gorovitz ?Problemas morais na Medicina?, e em 1979, o do fil\u00f3sofo Tom Beauchamp junto com o te\u00f3logo James Childress ?Princ\u00edpios da \u00e9tica biom\u00e9dica?. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lado mais nefasto da clonagem humana, no futuro, seria o surgimento de uma esp\u00e9cie macabra de demanda de doadores, que poderia ser composta de pessoas milion\u00e1rias ou patologicamente vaidosas, para desejar um clone de si mesma. 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