{"id":852,"date":"2013-07-30T00:00:00","date_gmt":"2013-07-30T04:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2016-03-06T09:13:32","modified_gmt":"2016-03-06T13:13:32","slug":"bioetica-orientando-e-fiscalizando-os-avancos-tecnologicos-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/?p=852","title":{"rendered":"BIO\u00c9TICA ORIENTANDO E FISCALIZANDO OS AVAN\u00c7OS TECNOL\u00d3GICOS"},"content":{"rendered":"<p>O processo te\u00f3rico estruturante da bio\u00e9tica, iniciado nos anos 1970, tomou melhor forma com a publica\u00e7\u00e3o, em 1976, do livro do fil\u00f3sofo Samuel Gorovitz  ?Problemas morais na Medicina?, e em 1979, o do tamb\u00e9m fil\u00f3sofo Tom Beauchamp  e do te\u00f3logo James Childress ?Princ\u00edpios da \u00e9tica biom\u00e9dica?.<br \/>\n\tO livro de Beauchamp e Childress &#8211; compreendida como teoria da Principalidade &#8211; \u00e9 acrescido um novo pressuposto \u00e0 \u00e9tica e moral da pesquisa m\u00e9dica de modo geral e, especialmente, as que envolvem seres humanos como sujeitos da pesquisa: n\u00e3o-malefic\u00eancia, de clara influ\u00eancia hipocr\u00e1tica.<br \/>\n\tExistem cr\u00edticas na originalidade da teoria da Principalidade, mas n\u00e3o no conte\u00fado \u00e9tico e moral. Os autores que duvidaram da originalidade sustentam que a obra de Beauchamp e Childress somente uniu alguns argumentos publicados por outros autores: autonomia, de Kant; benefic\u00eancia: de John Stuart Mill; n\u00e3o malefic\u00eancia: de Hip\u00f3crates; justi\u00e7a: de John Rawls.<br \/>\nSeja com ou sem cr\u00edtica, o certo \u00e9 que nesse contexto de uni\u00e3o de esfor\u00e7os te\u00f3ricos resultou tamb\u00e9m na salvaguarda para os indiv\u00edduos fragilizados na sa\u00fade f\u00edsica ou mental e os que n\u00e3o entendem os riscos da pesquisa. Nesse sentido, foi introduzida a obrigatoriedade do ?termo de consentimento livre e esclarecido? como alternativa administrativa para proteger os que n\u00e3o podem decidir sobre as vantagens e riscos da pesquisa.<br \/>\n\tEssa quest\u00e3o ainda n\u00e3o estava clara em 1964, quando os m\u00e9dicos e pesquisadores reunidos na 18\u00aa Assembleia da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Mundial editaram a Carta de Helsinki I, anunciando cinco princ\u00edpios de base, que como o C\u00f3digo de Nuremberg n\u00e3o imp\u00f4s for\u00e7a de lei:<br \/>\n&#8211; As pesquisas cl\u00ednicas devem estar contidas nos princ\u00edpios morais e cient\u00edficos, que s\u00f3 dever\u00e3o ser iniciadas ap\u00f3s o sucesso nas experimenta\u00e7\u00f5es em animais;<br \/>\n&#8211; As pesquisas devem ser dirigidas por pessoas cientificamente competentes;<br \/>\n&#8211; Todo projeto de pesquisa dever\u00e1 ser precedido de uma lista detalhada e circunstanciada dos riscos e benef\u00edcios esperados.<br \/>\nOutros c\u00f3digos de \u00e9tica m\u00e9dica, ajustados \u00e0s mudan\u00e7as sociais e tecnol\u00f3gicas, se seguiram, com pontos comuns: a Medicina e os m\u00e9dicos devem sempre manter e defender a completa prote\u00e7\u00e3o do doente, promovendo a sa\u00fade e o bem estar da sociedade. Na maior parte, retornaram ao ide\u00e1rio \u00e9tico grego hipocr\u00e1tico: Congresso de Moral M\u00e9dica, Paris, 1966; Declara\u00e7\u00e3o de T\u00f3quio ou Helsinki II, 1975; Declara\u00e7\u00e3o de Manilha ou Hensinki III, 1981 e a Resolu\u00e7\u00e3o de Madri, 1987.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O processo te\u00f3rico estruturante da bio\u00e9tica, iniciado nos anos 1970, tomou melhor forma com a publica\u00e7\u00e3o, em 1976, do livro do fil\u00f3sofo Samuel Gorovitz ?Problemas morais na Medicina?, e em 1979, o do tamb\u00e9m fil\u00f3sofo Tom Beauchamp e do te\u00f3logo &hellip; <a href=\"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/?p=852\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-852","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eticamedicabioetica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/852","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=852"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/852\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2052,"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/852\/revisions\/2052"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=852"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=852"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.historiadamedicina.med.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=852"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}