CONSIDERAÇÕES FINAIS
As tentativas de formar um perfil do fumante não têm sido bem sucedidas. Apesar de não haver dúvida do processo da dependência física com os mecanismos neurológicos de recompensa melhor esclarecidos(29) – a nicotina se liga ao receptor nicotínico α4β2, determinando maior liberação de dopamina no núcleo accumbens, que se acredita estar associado à recompensa – parece que a visão da fumaça exerce enorme fascínio no fumante.
Não é sem razão que os cegos de nascença não fumam!
É possível que as empresas produtoras de cigarro já estejam engajadas na busca de variedades genéticas menos nocivas de tabaco, mas capazes de manter o elo de encanto do fumante com a fumaça.
Bibliografia
29. ALENCAR FILHO, A. C.; ACHUTTI, A.; MIRRA, A P.; CAMPANA, A M; MENEZES, A.M. Tabagismo e Sistema Cardiovascular. In: Aloyzio Achutti. (Org.). Guia Nacional de Prevenção de Tratamento do Tabagismo. Rio de Janeiro. Vitrô Comunicações & Editora. 2000.




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